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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sustentabilidade e Mídias Sociais


Panfletagem X Marketing Digital
Por: Jorge Nazzari

As mídias sociais estão cada vez mais presentes na vida dos jovens, segundo o relatório da consultoria de marketing Inteligence Group, 51% da Geração Y ao redor do mundo só compram o que realmente precisam, 73% passam mais tempo em mídias sociais do que assistindo TV e 60% buscam um modo de vida sustentável.

Segundo o Social Bakers, especialista em números do Facebook, a rede social possui 797.951.400 milhões de usuários ativos, sendo assim podemos analisar que se o Facebook fosse uns pais ele seria o 3° país mais populoso do mundo, ficando atrás somente da China em 1° lugar e da Índia em 2°, deixando para trás países como EUA, Indonésia e Brasil.

O ConsumerLab da Ericsson aponta no seu mais recente estudo “TV & Video Consumer Trend Report 2011”, que as pessoas estão passando menos tempo assistindo as transmissões de TV programadas e estão gastando mais tempo assistindo TV online via streaming pela internet.  A pesquisa foi realizada com 13 mil entrevistados, dos países da Alemanha, Austrália, Áustria, Brasil, China, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Reino Unido, Rússia, Suécia e Taiwan.

Diante de todos estes dados que apontam o crescente consumo de mídias sociais pela população mundial, por que as organizações não estarem presente neste meio?  Seria até burrice em meio a tanto consumo deste tipo de mídia não é verdade? E como devemos utilizar a sustentabilidade a nosso favor neste aspecto? Chega de panfletos, chega de tantos outdoors, chega de propaganda sem o mínimo de criatividade na TV. O nosso dia-a-dia está cheio de ações comerciais desnecessárias feitas pelas empresas, que na maioria das vezes não retornam o capital investido neste tipo de publicidade.

Mas, voltando aos panfletos! A panfletagem de rua é de total insustentabilidade, e que do perfil econômico pode ser analisada como uma ação de propaganda com eficiência baixíssima, ainda mais se comparada com outras opções. E o melhor sem publico alvo definido, o publico alvo se limita ao lugar mais movimentado da cidade. Do ponto de vista do perfil ambiental, podemos considerar o que o aumento do lixo nas ruas é evidente e para perceber isso é só dar uma voltinha por aí, o entupimento de bueiros que sempre acabam causando enchentes, poluição dos rios, o papel utilizado para produção que é proveniente de fontes desconhecidas, e analisando mais a fundo podemos não temos sequer a dimensão da quantidade de CO2 que é emitida em todas as etapas de produção. 

Estamos na era da tecnologia, vivendo a febre dos virais vistos por milhões de pessoas nas mídias sociais, e por que não se lembrar do “Ai se eu te pego!” o maior exemplo dos últimos tempos, é inconcebível que essas empresas não mudem a estratégia de propaganda.  E é aí que devemos analisar a hipótese de concentrar os nossos esforços no marketing digital. Alguns tópicos que apontam o marketing digital como um marketing sustentável:
  •   Dispensa a veiculação e impressão de panfletos;
  •   Irá sempre atingir o seu publico especifico;
  •  Uma vez veiculada uma campanha criativa a disseminação se dará por si só através de compartilhamento;
  •  Atinge um maior numero de pessoas em um curto espaço de tempo sem que aja qualquer agressão ao meio ambiente;
  • O recurso humano aplicado será apenas de criação e os recursos digitais disponíveis para criação são infinitos;
  •  O valor da aplicação financeira é relativo, como diz a Ana Paula Passarelli “tudo depende da campanha, às vezes ela precisa de investimentos altos, tudo depende do foco, criatividade e poder de engajamento”.


As mídias sociais, não vão gerar mudança, elas são a mudança propriamente dita, mudança na maneira de comprar, no modo consumir, de adquirir e de transmitir informação! Mudança no modo de viver e de encarar a realidade do nosso planeta.


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